Antigripal causa sono. Por quê?

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Com o inverno, as constantes mudanças na temperatura, dias quentes e noites frias, chega também a época dos resfriados.

 Você já deve ter passado por esta situação. Acorda um dia gripado – o ideal seria ficar de repouso, em casa, quietinho – mas se for um dia da semana, o que fazer?  Você precisa sair pra trabalhar ou estudar.  E, a primeira coisa que faz é tomar um daqueles milagrosos remédios para os sintomas da gripe.

Normalmente eles demoram um pouco para fazer efeito, mas quando faz, o nariz e a garganta melhoram, e naquele momento você se sente mais disposto.  Mas, você já reparou que este bem estar vem acompanhado daquele soninho que vai pesando o olho?  Isso acontece porque esses medicamentos têm também ação sedativa e acabam trazendo, junto com o alívio, um pouco de sonolência.

E aí, seu chefe ou professor, que não está sabendo de nada, olha pra você e, com certeza, vai acabar fazendo algum tipo de comentário por sua falta de atenção.

Estes remédios têm o efeito de diminuir a febre, aquela desagradável dor no corpo, garganta inflamada e também a congestão nasal. Para ter o efeito anti-inflamatório o medicamento normalmente contém uma substância chamada de anti-histamínico.

Só que este anti-histamínico não atua somente na inflamação da garganta,  também age no cérebro. Em nosso cérebro, especificamente no hipotálamo, temos uma região que produz histamina. Esta histamina se espalha para praticamente todo o cérebro, e uma de suas ações é de nos manter em alerta, acordado.

Quando tomamos os antigripais que contém esta substância, ele vai atuar no cérebro também, diminuindo a histamina na região cerebral e, por este motivo apresentando o quadro de sonolência.

Agora você sabe responder ao seu chefe ou ao seu professor o porquê do sono.

Só não vale dormir colocando a culpa no remédio.

 

1 reply to this post
  1. Obrigado pela iniciativa em amenizar as dúvidas.
    Se possível gostaria de um contato maior.
    Sucesso!

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